Germano Mendonça Alves
A VOLTA DO BANCÁRIO - Germano
15/11/2013 23:00
– A volta do bancário.
Nos idos de 1966, foi assassinado brutalmente, em pleno expediente, um bancário de cor morena, gordo e de estatura mediana, cuja residência ficava em frente a Câmara Municipal.
Praticamente assisti ao crime, pois, fui o único funcionário que partiu em direção ao local, todavia, tive que dar a minha terceira e última carreira ouvindo o zumbido das balas acima da cabeça.
Anos depois, outro bancário foi residir na dita casa. Certo dia de sábado vieram alguns dos seus parentes a fim de passar o final de semana em Mata Grande.
Entusiasmado, o bancário convidou alguns colegas para almoçarem juntos em sua residência e recepcionarem os visitantes.
Após as rodadas de cerveja e pinga o almoço foi servido, após o qual, os colegas convidados foram embora.
O parente do dono da casa, que era visitante, curioso perguntou: - porque aquele rapaz moreno, gordo e de estatura mediana que entrou logo depois dos demais, você não o apresentou, ele nada conversou, não quis beber, não almoçou e tão logo os outros se retiraram ele os acompanhou. O dono da casa então disse que não existia a pessoa por ele descrita.
O interessante é que, depois do ocorrido, ninguém conseguiu dormir tranquilamente durante a noite, e no outro dia retornaram imediatamente para Arapiraca. Os familiares do bancário residente passaram a viver temerosos.
Posteriormente o chefe da família, procurou saber como era o funcionário que tinha sido assassinado brutalmente e como as características eram iguais, teve que mudar de residência para poder dar tranquilidade aos seus familiares.
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